O convite ao 13º sentido
Posted on June 4, 2007 by Edgar Costa
Há músicas que nos prendem quando as ouvimos uma vez, por mero acaso. Como naquelas alturas em que estamos a conduzir ao fim do dia, mortinhos por chegar a casa, e a rádio passa aquela música que nos desperta do estado de letargia a que já nos tínhamos rendido. Qualquer um dos singles de “The Invitation”, álbum de estreia dos Thirteen Senses, tem esse efeito. “Into The Fire” é o expoente máximo desta teoria, sendo crível que seja a música mais conhecida do grupo. Os outros dois singles, “Thru The Glass” e “Do No Wrong”, apesar de não terem merecido tanta exposição mediática, rivalizam em termos de qualidade e de sensações proporcionadas com “Into The Fire”.
Os Thirteen Senses, formados em 2003, são uma banda inglesa da Cornualha, e depois de “The Invitation”, lançado em 2004, já lançaram o álbum “Contact”, este mais recente, disponível desde Abril de 2007. A sonoridade dos ingleses soa a um Indie descomplexado e muito, muito calmo. A banda toca o rock ao de leve, vai beber inspiração ao pop, mas acaba por ficar numa das ramificações do indie; será de todas elas a mais calma, mas é claramente um estilo bastante alternativo.
O alinha
mento do disco poderia estar mais bem conseguido. A primeira faixa apresenta-nos “Into The Fire”, escolha esta, quanto a mim, bem pensada, pois consegue prender o ouvinte e deixá-lo com água na boca para o que vem a seguir. Com uma letra simples, uma sonoridade agradável e um ritmo simpático, esta música tem tudo para ficar no ouvido. Foi usada em várias séries, como “Anatomia de Grey”, “O Apelo – Tru Calling” e “ER – Serviço de Urgência”. A segunda faixa, “Thru The Glass”, deveria estar situada algures para o meio do álbum, entre a 5ª e a 6ª faixa, uma vez que as últimas melodias do álbum são demasiado lentas, demasiado paradas, demasiado desinteressantes. Não deixa, porém, de ser uma música cativante, principalmente pelo ritmo bastante original e movimentado – é, para mim, a melhor faixa do disco. Até final, ainda se deve destacar “Lead Us”, uma música que fala sobre oportunidades perdidas, que conta com uma aprazível sonoridade. As outras faixas, principalmente a partir da 9 e até à 11, deixam algo a desejar.
Um trabalho curto, simples, agradável. Para treze sentidos, três adjectivos. Para álbum de estreia acho que está bom, mas espero que “Contact” esteja ainda melhor.
Avaliação: 6,5/10

















