Nos últimos dois meses apesar do tempo disponível estar cada vez mais reduzido, consegui por em dia alguns dos filmes que desejava ver. Entre alguns que no escuro (sem consultar nenhuma referencia) assisti no cinema.



Amores Perros - 7/10
Eastern Promises - 7/10
Into The Wild - 8/10
Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street - 8/10
The Bucket List - 7/10
The Mist - 7/10
April 5th, 2008
Um fado refinado com electrónica
Passados três álbuns na carreira do Projecto A Naifa o conceito do colectivo mantém-se com as mesmas ligações e objectivos.
Ontem, no Museu dos Transportes de Coimbra assisti ao segundo concerto da tour do mais recente trabalho «uma inocente inclinação para o mal». O espaço intimista, dado as suas características e lotação, fez com que eu estivesse mais próximo do espectáculo, observando seriamente as técnicas na guitarra portuguesa de Luís Varatojo e a forma minimalista que Paulo Martins deposita ao dominar a bateria e a electrónica do grupo.
Nesta apresentação o colectivo apresenta os principais temas de «uma inocente inclinação para o mal» alternadamente com as faixas mais importantes dos anteriores trabalhos. Um cenário escuro rasgado por luzes de preenchimento, rosa-vermelho, acompanha Mitó num fado refinado com electrónica.
“Filha de duas mães”, “Esta depressão que me anima”, “Um feitio de rainha”, “Don de muitas casas”, “Todo O Amor Do Mundo Não Foi Suficiente”, “A Verdade Apanha-se Com Enganos”, “Señoritas”, “Calças Vermelhas”, “Música” e entre outras fizeram parte do alinhamento de uma hora e pouco, que na volta para o primeiro encore teve “Subida aos Céus” uma música dos Três Tristes Tigres. O espectáculo terminou com tradição nacional, com «A Desfolhada”.
O público agradece o fado de A Naifa e espera por mais.
O regresso ao porto fez-se em modo repeat do novo disco de A Naifa, dado que foi adquirido juntamente com o bilhete do espectáculo.
Venha o concerto de Braga a finalizar esta tournée no Theatro Circo.
April 5th, 2008