António Variações: 25 anos depois

Posted on June 13, 2009 by Edgar Costa

Tinha poucos meses quando António Variações faleceu [25 de Junho de 1984]. Cerca de quinze anos mais tarde através de familiares escutei pela primeira vez as mensagens musicais que António Variações deixou, desde essa data que tenho forte interesse pela vida e história musical do cantor.

Eternamente nortenho foi a pouco mais de duas de dezenas de quilómetros daqui que nasceu em 1944 na freguesia Fiscal do concelho de Amares e a menos de metade, que deu o último concerto, nas festas da Isabelinha (Viatodos) no concelho de Barcelos.

Do norte para Lisboa e depois por essa Europa fora, passou por Londres e Amesterdão. Voltou a Portugal e foi em Lisboa que começou a trabalhar como barbeiro. Diz-se que na sua infância permanecia discreto e muitas vezes fechado no quarto a escrever e a fazer música. Pela compilação de 2006 “A história de António Variações – entre Braga e Nova Iorque” é simples perceber a ligação que António Variações tinha com a música popular e a forma como juntava beats de música electrónica com as letras que escrevia.

Infelizmente grande parte do seu trabalho discográfico, só foi publicado após a sua morte. Em vida lançou dois álbuns: Anjo da guarda, dedicado a Amália Rodrigues a sua maior inspiração musical (1983) e Dar & Receber (1984). Nos finais dos anos 90 estes dois trabalhos foram remasterizados e passaram a incluir alguns temas inéditos. Desde meados dos anos 80 que vários músicos e bandas nacionais fizeram versões de temas de Variações: Delfins, Íris, Ramp, André Sardet são alguns exemplos.

Antes de falecer António Variações teve ainda tempo de compor e dedicar uma música à sua mãe: Deolinda de Jesus.

Hoje 25 anos depois da sua morte, António Variações continua a ser um marco na história da musical ligeira nacional e os seus temas continuam actuais. É caso para dizer: todos nós temos Variações na voz.

«Variações é uma palavra que sugere elasticidade, liberdade. E é exactamente isso que eu sou e que faço no campo da música. Aquilo que canto é heterogéneo. Não quero enveredar por um estilo. Não sou limitado. Tenho a preocupação de fazer coisas de vários estilos». (António Variações / O País)

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Filed Under: Música

Comments (3)

 

  1. antonio says:

    E eu vivo a 1km da casa onde ele naceu :)
    Mesmo sendo excentro e muito diferente para a altura, sempre gostei das musicas dele e da forma peculiar como as contava.

  2. [...] é a primeira vez que falo de António Variações – um dos maiores ícones da musica portuguesa. Do [...]

  3. [...] é a primeira vez que falo de António Variações – um dos maiores ícones da musica portuguesa. Do [...]

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