Leituras #3 – António Variações entre Braga e Nova Iorque
Posted on June 25, 2009 by Edgar Costa

Não é a primeira vez que falo de António Variações – um dos maiores ícones da musica portuguesa. Do tradicional ao pop, criou um estilo único que serve de inspiração para muitas das actuais pandas nacionais.
Do artista, muitas são as histórias e imagens que recordamos, sobretudo on-line. António Variações entre Braga e Nova Iorque é efectivamente uma boa biografia que há poucos dias comecei a ler. Entre diversas histórias sobre a vida do cantor português pode-se saber mais sobre o nascimento de Variações, das viagens para Londres e Amesterdão, da mudança de barbeiro para cantor e o mito que nasceu uns anos após a sua morte.
Sinopse
Este é o primeiro trabalho de recolha biográfica sobre António Variações, músico e cantor emblemático dos anos 80, que gravou apenas dois álbuns e um single de originais mas que marcou para sempre a música e a sociedade portuguesa. Com esta biografia, António Variações entre Braga e Nova Iorque, a autora faz uma viagem pela realidade portuguesa entre os anos 40 e a década de 80, assinando aquela que será, de certo, uma obra de referência na História cultural das mentalidades contemporâneas do nosso País. A vida do cantor mais iconográfico da música popular portuguesa, é assim ligada à realidade do Portugal profundo, ao longo de um intenso e rigoroso trabalho de pesquisa.
A autora conheceu António Variações em 1982 como jornalista. Apoiada nas memórias desses encontros e numa pesquisa rigorosa baseada na recolha de numerosos depoimentos gravados, de familiares e outras pessoas que cruzaram a vida de António Variações, e recorrendo ainda a um rico acervo de artigos de imprensa escrita, Manuela Gonzaga transporta o leitor para a Lisboa do início dos anos 80, quando nascia a noite do Bairro Alto e se lançavam os primeiros manifestos pós-modernistas.
Livro da Âncora Editora
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Li o livro quando foi pela primeira vez publicado. A autora apesar de ter a vantagem de ter conhecido pessoalmente o artista, não deveria sequer ter tentado a abordagem a algo que merecia um escritor com fôlego. Julgo que o António merecia melhor biografia. É pena. 1 abraço.