O Fast Forward Portugal – Film Festival é um festival de curtas metragens em que os concorrentes são convidados a realizar um filme em menos de 24 horas. O filme em formato digital deverá ter até três minutos e respeitar o tema entregue no início do Festival a cada equipa. Partindo do tema, cabe às equipas escrever, filmar e editar o trabalho final até ao dia seguinte. A exibição dos filmes das várias equipas e a escolha dos vencedores será feita nessa mesma noite.
O ano passado fiquei com vontade de participar e acho que vai ser já este ano. Camara e acção!
We wrote ‘Love Will Tear Us Apart’ in 3 hours. We found the riff one night, and lan went “I’ve got an idea for that.”
When he sang it to us we didn’t think oh that’s about Debbie and Annik, we just thought - that is fucking great - ‘Love Will Tear Us Apart’, rock on, lan’s done it again.
Peter Hook
Um dos documentários musicais mais esperado de sempre. Soberbo sem dúvida.
Na semana passada fui ver o O Procurado - Um filme cheio de acção e efeitos especiais.
É difícil compara-lo a um outro filme, dado que, este tem um excelente argumento e uma história que podia ter acabado duas ou três vezes antes do real final. As interpretações estão muito bem conseguidas, mas era de esperar porque, James McAvoy, Angelina Jolie e Morgan Freeman são elenco (luxoso) deste filme.
7/8
Rec é filmado na primeira pessoa, é escuro, confuso e provoca tonturas aos mais atentos no ecrã.
Esta película espanhola que enormes menções obteve nos prémios cinematográficos de toda a Europa não é violenta fisicamente. O método de realização faz com que o espectador se envolva, dado a concentração que tem de fazer para assistir ao filme. Durante toda a peça uma câmara, poucos intervenientes e muita agitação principalmente da pessoa que filma, a qual não vemos a cara durante todo o filme. Uma nota de destaque vai para os principais actores, dão realidade ao filme, a forma como respiram, o suor, os músculos tudo parece ser real.
O terror é provocado por mudanças bruscas de cenários, por volumes exagerados de som e embora tenha lido comentários de que a ideia não é inovadora, jamais tinha tido tanto medo a ver um filme deste género.
E o filme é tão bom que já estão a criar um remake do outro lado do oceano. Aqui está mais um bom exemplo do cinema europeu, neste caso, mesmo aqui ao lado.
Nos últimos dois meses apesar do tempo disponível estar cada vez mais reduzido, consegui por em dia alguns dos filmes que desejava ver. Entre alguns que no escuro (sem consultar nenhuma referencia) assisti no cinema.
24 Hour Party People um filme de 2002 que é uma espécie de documentário biográfico da scene musical de Manchester Uk. Joy Division e New Order são algumas das bandas que pertencem a este achado que vi este fim de semana.
Alguém disse que os Joy Division continuam vivos. Anton Corbijn demonstra isso em Control, um filme sobre os últimos anos da vida de Ian Curtis.
Corbijn fotografo e especialista na realização de telediscos apresenta Control a duas cores. Preto e branco que transformam as pesadas ruas britânicas num filme denso, angustioso e adequado para representar a vida do carismático vocalista de Joy Division. Sam Riley, tem uma excelente interpretação, próxima da realidade de Curtis, conhecido pelas suas letras profundas e pelos seus problemas conjugais e epilépticos que o deixaram fora de controlo até ao suicídio que cometeu em 1980, dois meses antes de fazer 24 anos.