Depois da edição de 2008 com Kaiser Chiefs, Offspring, Muse e Linkin Park voltei à cidade do rock, desta vez, no dia mais familiar e menos roqueiro.
Mariza abriu a cidade do rock com o melhor fado português e terminou com uma invulgar interpretação de “Come As You Are” dos Nirvana. Seguiram-se depois Ivete Sangalo, John Mayer e Shakira.
Eu sei que já passou duas ou três semanas desde a vinda do Yann Tiersen à Casa das Artes de Famalicão, mas como disse num post anterior: não tive tempo para escrever aqui no blogue.
Quanto ao espectáculo em si: forte, excepcional, roqueiroe sem os clichés franceses que Tiersen nos habituou. É natural que muita gente tenha saído daquela sala menos contente, mas Yann Tiersen é muito mais que as duas bandas sonoras que lhe deram protagonismo. Sem piano ou acordeão, este concerto foi mais intenso, menos clássico e mesmo os temas mais importantes da sua carreira foram carregados de uma forte componente rock.
Mais fotos e comentário sobre o concerto no site do Frequência Máxima.
Este ano o Cultura Quente dispensa apresentações, afinal, escrevi sobre o festival há um ano atrás.
Para quem nunca esteve neste festival galego, recomendo que assista ao próximo vídeo, ou salte directamente para ver o cartaz deste ano. Há nomes bastante interessantes.
O Festival Manta vai decorrer entre os dias 16 e 18 de Julho. Os bilhetes já estão à venda no Centro Cultural Vila Flor e no site, em www.ccvf.pt – custam 10 euros para um dia e 25 euros o passe dos três dias.
O São Mamede recebeu na passada sexta-feira mais uma noite dedicada ao Metal. Black Burn Hate e Hacksaw abriram a noite da sexta-feira santa que se tornou rapidamente escura e pesada com o concerto memorável dos Ramp.
Vinte anos passaram desde a formação inicial dos Ramp em 1989. A banda do Seixal que resistiu a períodos menos bons continua a ser uma das maiores do metal nacional. Agora constituída por Rui Duarte, Ricardo, Caveirinha, Tó Pica e Paulo regressou aos discos originais após seis anos de interregno de lançamentos.
“Visions” é o nome do novo álbum e reflecte o período mais recente da história dos Ramp. Rui Duarte considera este trabalho o mais negro da banda e diz que não é por acaso – mais guitarras e um trabalho mais áspero porque é assim que a banda se sente.
Vinte anos de metal alternativo em concerto
Passavam poucos minutos das 23h, quando Rui Duarte e os restantes elementos entraram em palco. As bandas anteriores já tinham animado bastante os metaleiros, vimaranenses e não só que estavam presentes na sala, bastante preenchida.
De vinte anos de carreira e meia dúzia de álbuns, os Ramp seleccionaram um alinhamento bastante completo e distinto dos trabalhos realizados. Dos mais variados temas, tocaram dos álbuns «Nude», «Evolution, Devolution, Revolution», «Thoughts», «Intersection» e do mais recente «Visions». Ainda foi possível ouvir a cover «Anjo da Guarda» do António Variações presente no EP Planet Earth.
Após duas horas de concerto terminaram com a interpretação de «Run Like an Egyptian» um tema original das Bangles.
Rui Duarte comprovou a excelente forma que está. Dominou por completo o palco sendo sempre bastante correspondido pelo público presente, que acompanhou a maioria dos temas em cânticos e saudações.