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Jamendo – ouvir e descarregar música livre e grátis

Posted on June 8, 2009 by No Comments

jamendo_logo

Após as polémicas mudanças no Last.fm, desinstalei o player deste serviço do meu laptop e passei a consumir música que tenho no disco do computador.

Como é natural, além do precioso espaço que os MP3 ocupam em disco, não tenho qualquer música ilegal. São álbuns que comprei em CD e posteriormente converti para MP3; comprei directamente no formato MP3 ou foram disponibilizados gratuitamente on-line. A quantidade de álbuns é a suficiente para ao fim de algumas semanas a ouvi-los estar a necessitar de nova e diferente música.

É aqui, que o Jamendo resolve as minhas necessidades melómanas. Tem um mp3 player em Flash no seu site, e funciona como uma rádio, podemos ouvir faixas de diversas bandas de determinado género. Aqui a exploração é quase infinita, afinal são mais de 20 mil álbuns de bandas e projectos musicais de todo o mundo.

A escolha torna-se então bastante difícil. Optar por Jazz ou Rock, Metal ou Alternative é agora a indecisão que tenho no momento.

Projectos portugueses bastante interessantes.

Com a imensidão de bandas que o Jamendo tem, comecei a minha exploração no advanced search, de Portugal encontrei um bom número de resultados alguns bastante interessantes.

oceansea-album

capa de um dos álbuns disponíveis gratuitamente

Oceansea é um deles. Um projecto pessoal do musico Daniel Catarino, que se aventura em diversos projectos musicais, na zona do Alto Alentejo. Dois mini-álbuns bastante credíveis: Songs From The Bedroom Floor e Acoustic Radio Session, dos quais, e na minha opinião, se destacam os temas Breathing e Postcards from the Walls of Sin.

phazer-album

capa de um dos álbuns disponíveis gratuitamente

Phazer é outro projecto nacional que quero destacar. Não a conhecia banda, mas depois de umas duas ou três audições, tenho a dizer que tem uma excelente sonoridade. A roçar o rock industrial e o hardrock. A banda existe desde 2004 e está também no MySpace.

O Jamendo tem ainda um serviço, Pro, que permite a estabelecimentos comerciais passarem musicas que este disponibiliza, com preços bastante acessíveis e completamente diferentes daqueles que a SPA e PassMusica praticam.

Para quando o MySpace, aposta num player das faixas que actualmente tem dos milhares de utilizadores? Fico à espera.

Incêndios com dinheiro público

Posted on January 15, 2009 by 5 Comments

O título deste post é completamente sarcástico para igualar os resultados que consultei nos últimos dias no site que a ANSOL desenvolveu – transparência-pt.org.

O site Transparência na AP foi desenvolvido para colmatar as dificuldades encontradas na pesquisa e navegação no site Base – Contratos Públicos Online. O resultado das pesquisas efectuadas em transparencia-pt.org é uma cópia oficial do base.gov.pt.

É impressionante a quantidade de posts que se encontram na blogosfera sobre os gastos públicos:

Quanto aos números, são esclarecedores da situação actual do nosso Estado. Das despesas disparatadas e das empresas que beneficiam de serem organismos públicos os pagadores das facturas.

Quem paga? Todos nós, contribuintes. Se é para queimar dinheiro ou para transformar empresas medianas em milionárias mais valia dar o dinheiro e apoiar os desfavorecidos e os desempregados.

São milhões de euros gastos em licenças de software, em reparações de portas, em aquisição de veículos de alta cilindrada, em pequenas obras com custos de grandes construções entre tantos outros exemplos que são possíveis de se encontrar no site Transparência na AP.

Vejamos alguns resultados de exemplos encontrados no site e comentados em dezenas de blogs e sites:

Mas quem quiser pode-se aventurar como eu fiz nos últimos dias a procurar por palavras como viagem, plataforma, publicidade, jantar, consultadoria etc.

Se estes valores fossem justos certamente que o restante poderia ser aplicado em áreas que Portugal tem como necessidade de por a funcionar. Mas não, falha o bom senso das empresas e a organização financeira de vários organismos.

Os valores pagos relativamente aos sites dos organismos públicos.

Rui Miguel Seabra faz parte da equipa que implementou o Transparências na AP e respondeu a algumas questões colocadas por Marco Santos (autor do blog bitaites.org). Numa das suas respostas comentou sobre o valor dos sítios para a web pagos pelos organismos públicos, «Estou surpreendido com os preços dos sítios web. É um perfeito exemplo de algo que uma equipa de qualidade na Administração Pública especializada em Software Livre poderia resolver transversalmente, aplicando racionalidade e eficiência na face de interactividade on-line com o cidadão».

Como tenho uma pequena ligação à área do Web-development decidi ver se havia preços exorbitantes nesta área e uma das pesquisas que fiz foi pela palavra site:

É pena que as palavras “reformulação”, “alteração”, “manutenção” sejam bastante subjectivas nestes serviços pagos, dado que não é possível perceber quais as implementações e qual o período a que as manutenções do site diz respeito. Não deixam de ser valores altos quando comparamos desenvolvimento à medida ou utilização de software proprietário a implementações de aplicações web software-livre ou open-source.

Se alguém estiver por dentro deste tipo de desenvolvimento web que esteja à vontade para me elucidar um pouco mais nos comentários.

Se desejarem saber um pouco dos gastos das vossas áreas de residência basta procurar pelo nome do local: Lisboa, Porto, Braga etc.

O valor dos espectáculos e da música

Apesar de não ter ainda visto muitos comentários por parte da comunicação social relativamente a este facto, hoje, o jornal Diário de Notícias já comentava os valores pagos pelas autarquias a diversos artistas. Os valores divergem de autarquia para autarquia com o mesmo artista, como por exemplo o Marco Paulo com duas facturas distintas, 14.000,00 em Elvas e 68.232,00 em Albufeira. Estes factos já foram no entanto justificados pelos agentes e empresas de produção de eventos (artigo no DN).

Na blogosfera é possível encontrar alguns artigos relativamente aos cachets dos artistas.

Que se faça justiça e alterações nestas políticas vergonhosas no que toca ao pagamento de serviços com o nosso dinheiro.

O site da Transparência na AP foi implementado com software-livre e teve como custos finais 18,00 € (valor do domínio) e cerca de 8 horas de mão-de-obra.

Este post demorou cerca de uma hora a ser escrito. Não tem custos e tem um sincero desafogo sobre esta situação. Qualquer erro encontrado neste post não será absolutamente nada quando comparado com os erros que encontramos nesta grave situação.