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Música dos tempos modernos

Posted on January 8, 2009 by 3 Comments

Lembro-me de há 10 anos atrás entrar numa loja de discos, que existia no único shopping de Famalicão, e passar uns bons minutos à procura dos novos singles. O preço era mais em conta em relação aos CDs que custavam uns três mil escudos ou até mais mais. Os singles normalmente traziam duas ou três músicas e ficavam um pouco acima dos oitocentos escudos. Justificavam o preço e sempre davam para matar o vício da música.

Alguns ainda existem cá por casa: Guano Apes, U2, Smashing Pumpkins e até dos Delfins são os restos dos primeiros trocos que poupei para gastar em música.

Em 1997 com a minha ida para o liceu tive o primeiro contacto com o formato MP3. Transportei ficheiros MP3 compactados em .arj em disquetes da escola para casa e aos poucos fui aumentando a pasta dos MP3 – surgiu o meu novo formato single. Naquela altura ninguém falava de pirataria de música e toda a música pirata que se tinha ou arranjava, ouvia-se até desgastar os ouvidos.

Com o aparecimento do Napster em 1999 comecei a ouvir diferentes bandas. A maior parte delas dificilmente encontrava na mesma loja que anos antes frequentava em busca dos novos singles. Esperava horas e horas para terminar o download das faixas. Conheci os Deftones, os Rage Against The Machine, os System Of A Down entre outros, mas também houve bandas nacionais como os Moonspell, Ramp e Zen que me fizeram acreditar nos valores portugueses.

Apareceram as redes peer-to-peer, os torrents, o eMule, o Kazaa entre tantos outros e ao mesmo tempo as velocidades da Internet aumentavam de mês para mês. Começava a caça às laranjas: “roubavam-se” 10 laranjas e comia-se apenas uma. Fez-se download de tudo que aparecia, esgotava-se o tráfego de 20Gb que a maioria dos ISP disponibilizavam e certamente que não se adoravam as bandas e as músicas como anteriormente.

Evoluíram os tempos – MySpace, Last.Fm e todas as outras redes sociais musicais alertaram as bandas e as editoras para a mudança. Os Radiohead e os Nine Inch Nails deram o primeiro passo e disponibilizaram gratuitamente ou a pagar o que melhor fazem, música. Os NIN foram inclusive a banda que mais lucrou em 2008 com os downloads de música. O iTunes torna-se popular e até a Amazon começou a ter a opção de comprar o álbum em versão digital. Surgem as primeiras lojas on-line portuguesas e as primeiras reenvidicações das editores e de alguns artistas contra os downloads ilegais.

O modelo de negócio está assim alterado. Morreram os singles em formato CD [aqueles que procurava aos 15 anos] e disponibilizam-se on-line singles, EPs, álbuns e concertos ao vivo bem mais baratos ou até mesmo gratuitos.

Sem o download ilegal não teria conhecido metade da música que ouço hoje. Continuo a preferir a versão CD em vez do MP3, a gostar de esfolhar o booklet e de sentir o cheiro do papel, a perder horas na Fnac e em feiras de discos usados em busca daquele CD que ainda ouço ilegalmente – trata-se de uma questão de mentalidade, de orgulho e principalmente de gosto.

Mudaram-se bastante os tempos, mas, ficou o vício de sempre, a música.

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Back from England

Posted on January 8, 2009 by No Comments

Estou de volta, depois de uma semana (completa) por Inglaterra.

A viagem foi feita de Avião Lowcost para Birmingham sem nenhum percalço nem atraso, embora se tenha sentido uma enorme turbulência pelo caminho. Cheguei mais cedo do que o esperado 30 minutos, mas mesmo assim, não foi o suficiente para apanhar os bares e pubs abertos em Hereford (cidade que fica a uma hora de carro de Birmingham). Por isso neste primeiro dia foi esquecer a diversão nocturna e colocar a conversa em dia com a família britânica.

No dia seguinte e já que em Inglaterra o dia começa bem mais cedo que em Portugal aproveitei para dar uma volta por Hereford. A primeira avaliação foi que o valor dos produtos nas lojas eram mais baratos do que em Portugal e que os funcionários eram na maior mais simpáticos que cá, sempre atenciosos e rápidos no atendimento.

A noite de sábado já foi bastante animada.

Começou no Litten Tree, o local obrigatório para começar a noite e terminou na discoteca Dusk. De realçar que os géneros musicais são mais variados que cá, logo para mim é muito mais fácil aguentar uma discoteca em Inglaterra do que cá. O preço das bebidas continua igualmente mais barato e a variedade é em muitos números superior.

Pela primeira vez em Londres

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No Domingo pelas 7h da manha fui para Londres, duas horas de viagem, sem portagens e sem ter de desembolsar a taxa que normalmente se paga para entrar em Londres de carro – o Natal faz os britânicos fazerem destas coisas.

O sítio para dormir foi um Hostel simpático e bastante próximo da Ponte de Londres, logo estava a uns 10 minutos do Big Ben e tinha uma estação de metro ao virar da esquina. Foi bastante barato e tinha os meios necessários principalmente para quem deseja dormir ou descansar um pouco. Não vale a pena estar em Londres e perder a maior parte do tempo no hotel.

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A tarde de Domingo foi logo direccionada para Candem Town, uma das principais zonas turísticas de Londres e sem dúvida a mais excêntrica. A diversificação de locais para comer ou de comércio é enorme, tanto encontrei uma sapataria das mais vulgares como uma loja de roupa gótica e um coffee shop.

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Como comprei o bilhete de metro para um dia (£5,30) andei de estação em estação e aproveitei para visitar os pontos de interesse mais próximos. Como o Picadilly Circus e China Town (locais emblemáticos da cidade).

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Da noite para o dia a cidade não muda muito, o aglomerado de pessoas continua assíduo nas ruas e a quantidade de restaurantes, bares, clubes nocturnos, teatros e salas de espectáculo aumenta exponencialmente de rua para rua. No caso dos musicais, existem às dezenas espalhados pelo centro de Londres e a julgar pelas bilheteiras é um “negócio” com bastante sucesso.

No dia seguinte passei o dia inteiro a visitar os principais e gratuitos museus de Londres – British Museum, Natural History Museum e Science Museum.

Como nem tudo são coisas boas os parques de estacionamento em Inglaterra são normalmente caros e em Londres já era de esperar um valor bastante diferente dos que temos cá em Portugal. Quase 50 euros por 24horas.

De regresso a Hereford, mantive-me mais um dia pela pequena e simpática cidade. Fiz mais algumas compras e aproveitei o facto do valor do euro estar próximo do da libra e da redução da VAT que o governo britânico ordenou pouco antes do natal.

Bristol uma cidade que ficou por conhecer

No dia 31 como planeado fui para Bristol para passar o reveillon. O alojamento desta vez foi no Hotel Ibis de Bristol que estava praticamente lotado de ingleses e de bastantes estrangeiros que tal como eu escolheram Bristol para entrar em 2009.

O jantar foi feito no gourmet burger kitchen um local especializado em hamburgers com um sabor diferente e cheios de outras especiarias que não encontramos nos habituais hamburgers fastfood.

O local de diversão para entrar em 2009 foi o famoso O2 Bristol Academy. Revelou-se uma escolha acertada. Tinha três áreas de diferentes estilos musicais – indie, punk, electro e alternative. Nada de House ou RnB.

O regresso a Portugal (Birmingham-Porto) fez-se com algum atraso, devido a um problema, não revelado, no avião.

Há algumas fotos da viagem no meu Flickr.

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2008-2009

Posted on December 26, 2008 by No Comments

Antes de mais espero que todos os visitantes do 111graus tenham tido um excelente Natal, por cá, foi o normal. Prendas, jantar de bacalhau e perú e animação junto da familia.

Aproveitei os últimos dias para organizar a trapalhice que estava na pasta resources do meu portátil. Stock-photos, code snippets, e-books, scripts e toda uma confusão de ficheiros alguns datados de 2001, coisa que não faz absolutamente sentido por estes dias.

Andei também a ver mais televisão do que o habitual, o que não é difícil porque o normal é Sic Notícias e pouco mais

Vi alguns filmes como o Senhor da Guerra e o 21 Gramas, sem esquecer o melhor da Liga dos Últimos e um DVD bastante antigo do Jackass. A vantagem do MEO é que me permite acumular bastantes horas de gravação para ver nestas alturas e foi o que fiz. Tinha algumas séries para ver e ainda alguns concertos gravados nos últimos meses (Rock in Rio Lisboa por exemplo).

Daqui a umas horas estarei a ir para Birmingham numas férias por Inglaterra. Londres, Birmingham, Bristol e Hereford são as cidades que vou visitar desta vez.

Resta-me desejar uma óptima entrada em 2009 ao pessoal que por cá passa.

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Prendas de Natal #1

Posted on December 10, 2008 by No Comments

Numa ida ao Mar Shopping no fim-de-semana passado comprei e registei mais algumas coisas ideais para oferecer no Natal.

Se há coisa que considero uma boa oferta é um registo de áudio, seja um CD ou um DVD, será sempre um objecto que podemos utilizar diariamente nas viagens que temos de fazer. Uma das compras foi o UPA 2008.


UPA 2008 (Edição Especial Limitada CD+DVD)
Vários/Pop Rock

No início deste ano, a Associação Encontrar-se lançou a 2.ª fase do movimento UPA: “Levanta-te contra a discriminação das doenças mentais”. Foi pedido a vários nomes da música nacional que se juntassem, para produzirem um tema para o movimento.

Mais há mais algumas referências que serão sem dúvida umas boas ofertas:

Deolinda – Canção do Lado

Mão Morta – Maldoror Ao Vivo

Madredeus & A Banda Cósmica – Metafonia

Carlos Paredes – Box

Tributo a Carlos Paião

De referir que apoio a música nacional.

Apontamento Urbano #1

Posted on December 6, 2008 by 1 Comment

- Irrita-me o facto da cidade onde vivo, não ter um local para comer, aberto depois das 2h da manhã. Ainda por cima num dia em que saio do trabalho às 23h, janto perto da meia-noite e faço uma saída pela cidade vizinha logo depois.

- Por que é que não há um supermarket 24 horas aberto, como em Espanha, Inglaterra e outros países.

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Portugal das derrapagens

Posted on December 5, 2008 by 3 Comments

Uma notícia no Correio da Manhã de hoje, destaca ainda mais, o valor da derrapagem que as obras da Casa da Música tiveram.

Já não é de admirar, embora todos esperassem um valor bem abaixo dos 111 milhões de euros que este jornal diário aponta.

Há quem defenda com unhas e dentes a Casa da Música, mas eu sinceramente preferia que esse local emblemático da cidade do Porto não existisse, dada a derrapagem que teve no orçamento. E mais, acho que os responsáveis da gestão de obra deviam ser punidos pelo excesso, que todos nós contribuintes vamos ter que pagar.

É por estas e por outras que sempre que saio de Portugal sinto que o meu país esta completamente caído na desorganização e nos roubos de uns aos outros.

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